BURITI

A palmeira que embeleza as veredas

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O buriti apresenta óleo de cor e aroma marcantes com grandes propriedades nutricionais. Foto: AcervoISPN - Bento Viana

Sobre o fruto

O buritizeiro (Mauritia flexuosa) é uma palmeira que ocorre principalmente no Cerrado, mas também pode ser encontrada nos biomas Caatinga, Pantanal e Amazônia. A árvore é uma espécie majestosa que habita terrenos alagáveis e brejos. No Cerrado é encontrada com muita frequência nas veredas, onde o solo é encharcado mesmo na estação seca. Seu fruto é o buriti, que fornece uma enorme variedade de produtos que servem como fonte de renda fundamental para agroextrativistas.

O buriti possui uma casca dura composta por escamas triangulares castanho-avermelhadas que serve como proteção natural contra predadores e previne a entrada de água. A polpa é fina, amarelada ou alaranjada, carnosa e oleosa, conta com um caroço, que é a semente da espécie. Em alguns casos, é possível encontrar frutos sem caroços ou com dois caroços.

O fruto pode ser beneficiado em sucos, doces, sorvetes, sobremesas e licores. Fermentada, sua polpa se transforma em vinho. O óleo da polpa pode ser usado para frituras. O buriti também fornece palmito comestível, mas ainda pouco utilizado em ambientes urbanos.

O óleo de buriti é utilizado tradicionalmente pelos povos do Cerrado para ajudar na cicatrização de feridas e queimaduras, aliviar a dor de picadas de insetos, para amenizar problemas respiratórios, e, até mesmo, para curar picadas de cobras. Seu óleo também possui atividade bactericida, propriedades antioxidantes e poder de absorção de raios ultravioletas, sendo considerado um protetor solar natural para a pele.

O buriti é um fruto rico em vitamina A, tendo 20 vezes mais a vitamina do que a cenoura, por exemplo. Além disso, os frutos são muito ricos em vitaminas B, C, E, em fibras, óleos insaturados e ferro.

O buriti pode alcançar 40 m de altura e possui caule de 13 a 55 cm de diâmetro à altura do solo. Cada buriti adulto possui de 8 a 20 folhas, que podem ter até 3 m de comprimento. Geralmente, há um macho para cada fêmea em uma vereda. As flores das fêmeas precisam ser fertilizadas pelo pólen dos machos para que os frutos sejam produzidos. A polinização ocorre principalmente por abelhas nativas.

 

A riqueza e beleza desta planta permite a confecção de itens de artesanato e ornamentação. Sua madeira pode ser utilizada em áreas externas da casa, as fibras de suas folhas podem ser utilizadas na confecção de esteiras, cordas e chapéus. Sua amêndoa resistente também é utilizada para pequenas esculturas.

O tempo de desenvolvimento, desde o surgimento do cacho até o amadurecimento dos frutos, dura mais de um ano. No Cerrado, os frutos amadurecem geralmente de setembro a fevereiro. Já na Amazônia, a época de colheita acontece entre março e agosto. Nesse período, cada árvore produz cinco a sete cachos por ano, cada um destes com 400 a 500 frutos.

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