Baru

A castanha nobre do Cerrado

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A coleta da castanha-de-baru é uma das principais atividades do extrativismo do Cerrado. Foto: Ceppec - Iasmin Amiden

Sobre o fruto

O baru (nome científico: Dipteryx alata) é o fruto do barueiro (ou baruzeiro) árvore nativa do Cerrado brasileiro. Também chamado de cumbaru, o fruto pode ser encontrada nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal. Com menor frequência no Maranhão, Tocantins, Pará, Rondônia, Bahia, Piauí e norte de São Paulo.

O baru é um fruto formado por uma casca dura com uma amêndoa saborosa e de alto valor nutricional em seu interior, chamada de castanha-de-baru. Possui apenas uma semente por fruto, mas também é possível aproveitar sua polpa e o endocarpo.

As castanhas têm sabor parecido ao do amendoim e são utilizadas na culinária regional como substitutas de outros tipos de oleaginosas, em pães, biscoitos, cremes, molhos, entre outros. A castanha-de-baru também pode ser consumida in natura (torradas) ou ser transformada em óleo natural.

O baru também é utilizado pelas populações do Cerrado por suas propriedades medicinais. As castanhas são ricas em ferro, tornando-se grandes auxiliares no combate à anemia. A elas também são associadas propriedades afrodisíacas, o que deu ao baru o apelido "viagra do cerrado". O motivo é a grande quantidade de zinco presente nas castanhas, sendo considerado o mineral mais importante para a fertilidade feminina e masculina. O óleo da castanha-de-baru possui propriedades anti-reumáticas e contém ômega-6 e ômega-9: substâncias importantes na prevenção da hipertensão e na redução do colesterol total e do colesterol ruim.

O baru é uma fonte importante de proteínas, com cerca de 26% de teor na sua composição. Ele é rico em aminoácidos, ácidos graxos, fibras, minerais, ferro e zinco.

O baruzeiro é uma árvore imponente com copa densa e arredondada de crescimento rápido, podendo alcançar mais de 25 metros de altura, com tronco de até 70 cm de diâmetro. Com vida útil em torno de 60 anos, a espécie está ameaçada de extinção devido à extração predatória de madeira. Ele possui madeira nobre de alta qualidade e por este motivo já sofreu alto índice de devastação devido ao seu alto valor no mercado madeireiro.

A primeira frutificação acontece normalmente quando a árvore completa 6 anos, mas o  tempo pode variar de acordo com as condições do solo e água. Normalmente apresenta uma safra produtiva de 2 em 2 anos, onde cada árvore chega a produzir 150kg de fruto. As épocas de desenvolvimento de flores e frutos variam de acordo com a região. Normalmente, a floração acontece nos meses de janeiro e fevereiro. Os novos frutos começam a surgir entre março e junho, amadurecendo nos meses de julho a outubro.  A colheita ocorre geralmente após o pico de queda dos frutos maduros.

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