Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

25.02.08

O Cerrado está de luto

por

vanderlei_castro

O Cerrado acordou de luto nesta quarta-feira, um de seus grandes expoentes, Wanderlei Pereira de Castro, diretor-presidente da Agrotec de Diorama (GO), faleceu nesta madrugada, vítima de um infarto, aos 52 anos, deixando um legado de lutas pela defesa do Cerrado.

Wanderlei era conhecido por sua garra incansável, carisma e por seu trabalho transformador. Há 15 anos gerenciava, juntamente com 21 famílias, uma área de 121 hectares de Cerrado nativo, que foi totalmente recuperada e dedicada aos sistemas agroflorestais. O trabalho resulta em um dos mais bem sucedidos programas para compatibilizar produção e conservação no Brasil. Nos últimos anos, Wanderlei dedicava-se a construção de uma política pública efetiva para a comercialização de fitoterápicos. A Agrotec criou o primeiro laboratório de produção de fitoterápicos em escala comercial de Goiás e abastece 80% dos postos de saúde de regiões próximas a Diorama.

Ele já foi chamado de anjo-guardião das terras da Agrotec, foi ele quem semeou com sua esposa Solange Castro o sonho de criar uma ong para o cultivo de plantas medicinais do Cerrado. Atualmente, com mais de 100 produtos extraídos do Cerrado nativo, o trabalho já promove intercâmbio com outros grupos Brasil afora que procuram informações e meios de tocar uma agroindústria sustentável.

Também é fundador da Rede Cerrado e ocupava uma cadeira no Conselho Deliberativo. A fala firme e bem estruturada de Wanderlei vai faltar nas discussões pela defesa do Cerrado, mas seu exemplo será sempre motivo de força para o movimento ambientalista.

Autor: Centro de Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado


2 Comentários Adicione seu comentário

  • 1. ORIGEM BRASIL  |  09.04.08 às 10:37

    Nossos sentimentos e conforto para familiares e amigos.

    Com certeza Sr. Wanderlei continuará seu trabalho, sendo que agora terá mais poder para ajudar na produção e ao mesmo tempo na conservação do nosso tão rico Cerrado.

    Atenciosamente,
    Origem Brasil

  • 2. Marco Antonio Malburg  |  18.05.12 às 17:22

    tenho trabalho em aldeia indígena Xavante que dispõem de imansa área de reserva sem estar explorando sustentavelmente nada, vivendo situação de penúria, dependendo de boa vontade de vizinhos.
    Gostaria de mais de conhecer o trabalho de voces e poder replicar o modelo nesta aldeia.
    Como fazer?

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