Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

23.09.16

Slow Food e Central representam a Fortaleza da Castanha do Baru no Terra Madre 2016

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O Terra Madre Salone del Gusto 2016, o maior encontro mundial do movimento Slow Food, está acontecendo em Turim (Itália) até o próximo dia 26 de setembro (segunda). Dedicado à cultura de alimentos, o Terra Madre reúne um grande mercado com expositores dos cinco continentes, diversos eventos para descobrir as riquezas culinárias do mundo, exibições de filmes no Mole Antonelliana (símbolo da arquitetura de Turim) e conferências para expandir os pontos de vista sobre o mundo dos alimentos. A Cooperativa Central do Cerrado participa do evento e encampa a representação da “Fortaleza do Baru”, uma das estratégia do Slow Food cujo objetivo principal é conservar produtos tradicionais em risco de extinção.

Este é o primeiro ano em que o Salone del Gusto assume este nome, no intuito de reafirmar que não pode haver prazer gastronômico sem responsabilidade e sustentabilidade. Para destacar também o papel das comunidades do alimento, o evento internacional que a cada dois anos leva à Turim milhares de agricultores e produtores artesanais de 150 países resolveu celebrar duas atividades em uma: o 20º aniversário da 1ª edição do Salone del Gusto e os 30 anos da fundação do Slow Food na Itália.

Luis Carrazza, secretário executivo da Central do Cerrado, foi convidado pelo movimento Slow Food para representar a Fortaleza da Castanha do Baru nos debates sobre o mundo dos alimentos. A estratégia da Fortaleza envolve ações que estão sendo desenvolvidas no estado de Goiás, em particular na região em torno de Pirenópolis, em colaboração com duas associações: a Associação de Desenvolvimento Comunitário do Caxambu (ADCC) e o Centro de Estudos e Exploração Sustentável do Cerrado (CENESC). O primeiro projeto, na região de Caxambu, envolve cinco famílias na coleta, processamento e venda da castanha. O segundo reúne agricultores, pesquisadores e ambientalistas interessados em introduzir técnicas sustentáveis para gerir os recursos do Cerrado.

O projeto mais importante nessa área envolveu 150 famílias em sete povoados, em um programa que engloba a coleta sustentável das castanhas de baru. Graças às ações da Fortaleza, que têm o intuito de reforçar as infraestruturas necessárias para o processamento e sua promoção local e internacional, a castanha tem sido comercializada por alguns agricultores de pequena escala.

Grandes áreas do cerrado estão sendo transformadas em fazendas com a introdução da monocultura da soja e cereais. Além disso, como a madeira do baruzeiro é usada no setor de construções, sua sobrevivência está ameaçada devido à extração para comercialização. O baru está em risco de extinção apesar da existência de leis relacionadas à proteção e preservação do meio ambiente que protegem as espécies nativas do Cerrado.

A região de Pirenópolis foi pioneira na exploração comercial do baru e tem ligação histórica com a espécie. Nos últimos dez anos, alguns projetos foram ativados no município para a proteção e promoção do baru. O trabalho que começou com a ação isolada de algumas pessoas na região, hoje é o carro chefe da ADCC e do CENESC.

Clique na imagem para conferir as fotos do Terra Madre Salone del Gusto:
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