Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

02.03.16

Central do Cerrado inaugura box de vendas junto com outros parceiros do Instituto ATÁ em São Paulo

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A cidade de São Paulo ganha em março um novo alento para os sabores brasileiros. Estão sendo abertos neste mês quatro novos boxes do Mercado Municipal de Pinheiros, focados em ingredientes de diferentes biomas do Brasil, que ficarão sob curadoria do Instituto ATÁ em parceria com o Instituto Socioambiental, o Instituto Auá, a Central do Cerrado e o grupo Quintana. O Mocotó Café, aberto em janeiro, também faz parte do projeto.

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As seis organizações formam um coletivo, que desenvolve diversos projetos com comunidades locais e tradicionais aliados à valorização dos ingredientes nativos. A ideia é facilitar o caminho para que os produtos estejam disponíveis no Mercado de forma qualificada, com preço justo e respeitando as peculiaridades de cada região.

Os cinco espaços temáticos dividem-se em Amazônia, Mata Atlântica, Pampas, Cerrado e Caatinga e trarão frutas, castanhas, polpas, óleos, farinhas, especiarias, temperos e o rico artesanato de todo o Brasil.

O box da Central do Cerrado comercializará os produtos do Cerrado e da Caatinga e conta com apoio financeiro do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais – PPP-ECOS (GEF/PNUD/ISPN) e da Fundação Banco do Brasil – FBB.

O espaço da área comum também será utilizado para cursos, demonstrações e degustações, além de manifestações artísticas, como pocket shows, teatro, intervenção de artistas plásticos e designers, trazendo ainda mais atrativos para o novo momento deste centenário equipamento público.

O projeto do Instituto ATÁ no Mercado de Pinheiros atua em várias frentes. Um de seus principais objetivos é trazer luz à rica biodiversidade do Brasil, que se traduz em um leque sem-fim de ingredientes, repletos de aromas e sabores desconhecidos de grande parte de nossa população.

Outro objetivo é fortalecer a ponta da cadeia, contribuindo para que esse grupo de pequenos produtores, artesãos e comunidades se estruturem e sejam remunerados de maneira justa, tornando seus negócios sustentáveis economicamente, e facilitando sua entrada no competitivo mercado paulistano. O papel aqui de todas as organizações envolvidas é de construir pontes entre o consumidor e o pequeno produtor, buscando encurtar o caminho do campo à mesa.

Como não haverá intermediários em todo o processo, os boxes se consolidarão também como um grande showroom, possibilitando outros negócios para as comunidades, os artesãos e os pequenos produtores. A expectativa é que os boxes sejam um estímulo para o comércio de varejo e um incubador de negócios para esses produtos. Seja com chefs e restaurantes que terão acesso ali a produtos vindos de locais distantes, seja para outros pontos de venda, com empórios e restaurantes. O projeto pretende ser o ponto de partida para uma rede que se estenderá por toda a cidade.

O chef Alex Atala, do Instituto ATÁ, acredita que criar uma demanda para esses produtos, apresentando-os ao público consumidor, e tornar viável o uso dos ingredientes brasileiros não apenas em suas regiões de origem é também uma poderosa ferramenta de preservação do meio ambiente.


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