Dez organizações comunitárias integrantes da Central do Cerrado participarão da Sala Caatinga Cerrado na IV ExpoSustentat/BioFach para expor e comercializar produtos da SocioBiodiversidade do Cerrado.
A Sala Caatinga Cerrado é iniciativa entre diversas organizações comunitárias produtivas para qualificação e promoção dos produtos da SocioBiodiversidade em mercados diferenciados. A Sala Caatinga Cerrado tem apoio da Cooperação Técnica Alemã (GTZ), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério da Integração Nacional (MI), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Cia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (CODEVASF), Serviço Técnico Social Alemão (DED), Fundação Konrad Adenauer (KAS), Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES) e (AGHENDA).
Visite a Sala Caatinga Cerrado e conheça seguintes organizações da Central do Cerrado e seus produtos:
UBCM – Associação Comunitária dos Pequenos Produtores de Riacho D’anta e Adjacências
AAPIVAJE – Associação dos Apicultores do Vale do Jequitinhonha – MG
COOPERJAP – Cooperativa dos Proutores Rurais e Catadores de Pequi – MG
AMAVIDA – Associação Maranhense para a Conservação da Natureza – MA
Associação PACARI – GO
ADCC – Associação de Desenvolvimento Comunitário de Caxambú – GO
ACAPPM – Associação Comunitária dos Artesãos e Pequenos Produtores de Mateiros – TO
Associação Capim Dourado da Mumbuca – TO
Associação Comunitária de artesãs de Capim Dourado do Prata – TO
ASSEMA – Associação em Áreas de Assentamento do Estado do Maranhão – MA
Informações sobre o evento:
Local: Transamérica Expo Center
Endereço: Av. Dr. Mario Villas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro – São Paulo-SP
Data: 23, 24 e 25 de outubro
Horário: das 11:00 as 20:00
Matéria sobre Frutos do Cerrado veiculado no Globo Repórter de 10 de outubro de 2008.
Frutas do Cerrado são poucos conhecidas
Em pleno Planalto Central, a população desconhece as frutas do cerrado, cujas propriedades são estudadas na UnB. Veja receitas saudáveis com frutos de todas as regiões do Brasil.
A Central do Cerrado e o Convivium Slow Food de Brasília participam do Festival Brasil Sabor, promovido pela ABRASEL.
Na abertura do Festival Brasil Sabor, que aconteceu no dia 08 de abril na ExpoBrasília, o Slow Food Brasília, em parceria com A Central do Cerrado, apresentou a filosofia do Slow Food e os princípios da ecogastronomia, com a degustação de pratos desenvolvidos pelos associados especialmente para o evento.
Central do Cerrado possibilita que produtos típicos da região consigam chegar aos grandes centros urbanos do Brasil e do mundo.
De um lado, comunidades que plantam e colhem frutas nativas, produzem alimentos típicos, artesanato e cosméticos por meio de técnicas de extração sustentável no Cerrado brasileiro. Do outro, uma demanda desses produtos nos grandes centros do país e até no exterior. A necessidade de unir esses dois fatores tornou possível, em 2005, a criação da Central do Cerrado, uma rede que negocia a comercialização para as metrópoles de uma série de produtos de extrativismo agrícola feitos por 21 pequenos empreendimentos.
O Cerrado acordou de luto nesta quarta-feira, um de seus grandes expoentes, Wanderlei Pereira de Castro, diretor-presidente da Agrotec de Diorama (GO), faleceu nesta madrugada, vítima de um infarto, aos 52 anos, deixando um legado de lutas pela defesa do Cerrado.
Wanderlei era conhecido por sua garra incansável, carisma e por seu trabalho transformador. Há 15 anos gerenciava, juntamente com 21 famílias, uma área de 121 hectares de Cerrado nativo, que foi totalmente recuperada e dedicada aos sistemas agroflorestais. O trabalho resulta em um dos mais bem sucedidos programas para compatibilizar produção e conservação no Brasil. Nos últimos anos, Wanderlei dedicava-se a construção de uma política pública efetiva para a comercialização de fitoterápicos. A Agrotec criou o primeiro laboratório de produção de fitoterápicos em escala comercial de Goiás e abastece 80% dos postos de saúde de regiões próximas a Diorama.
Ele já foi chamado de anjo-guardião das terras da Agrotec, foi ele quem semeou com sua esposa Solange Castro o sonho de criar uma ong para o cultivo de plantas medicinais do Cerrado. Atualmente, com mais de 100 produtos extraídos do Cerrado nativo, o trabalho já promove intercâmbio com outros grupos Brasil afora que procuram informações e meios de tocar uma agroindústria sustentável.
Também é fundador da Rede Cerrado e ocupava uma cadeira no Conselho Deliberativo. A fala firme e bem estruturada de Wanderlei vai faltar nas discussões pela defesa do Cerrado, mas seu exemplo será sempre motivo de força para o movimento ambientalista.