Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

Artigos publicados em 'Frutos do Cerrado'

O grande Jatobá!

Jatobá

JATOBÁ (Hymenaea courbaril)

Ocorrência

Do Piauí até o norte do Paraná.

Outros nomes

Jitaí, jutaí, jutaí açú, jatobeiro, jatobá mirim, jataí, jataí peba, jataí amarelo, jataí vermelho, jataíba, burandã, farinheira, burandã imbiúva, jatobá miúdo, jatobá da catinga.

Características

Espécie semidecídua, com 15 a 20 m de altura, e tronco com até 1 m de diâmetro, retilíneo com casca castanha-acinzentada e lisa. Folhas compostas, alternas, elípticas a ovais pergaminosas a coriáceas de 2 folíolos brilhantes de 6 a 14 cm de comprimento.

Apresenta inflorescência (cima) terminal com várias flores de coloração branca. Possui fruto (legume) oblongo, castanho , indeiscente, com cerca de l0 cm de comprimento, com 3 a 8 sementes envoltas numa polpa amarelo-pálida, farinácea, doce e comestível.

Habitat

Cerrado e cerradão

Propagação

Sementes

Madeira

Vermelha-escura, muito pesada, dura, difícil de ser trabalhada e altamente resistente ao apodrecimento.

Utilidade

O fruto é consumido “in natura” e sua polpa é aproveitada para fazer farinha. Apresenta uso medicinal, sua resina e entrecasca é usada para problemas respiratórios.

A madeira pode ser u sada na confecção de móveis, peças torneadas, engenhos, tonéis, carroçerias e vagões; na construção civil como vigas, caibros, assoalhos e esquadrias.

Pelo ferimento de seu tronco fornece uma resina conhecida como “jutaicica” ou “copal” empregada na indústria de vernizes.

Sua casca fornece corante amarelo. Sua resina, folhas e sementes são utilizadas na medicina caseira. A polpa das sementes é rica em cálcio e magnésio e além de fornecer alimento a fauna, é ótima para alimentação humana.

Seus frutos são comercializados em feiras regionais de todas as regiões onde ocorre esta planta.

Florescimento

Outubro a dezembro

Frutificação

Julho a janeiro

Fonte: www.vivaterra.org.br

Jatobá

Jatobá

Jatobá – Hymenaea courbaril L. Caesalpiniaceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Ocorre desde a América Central, estendendo-se largamente pela Amazônia e chegando até S. Paulo. Também nas Guianas, Suriname, Venezuela, Colômbia, An-tilhas e Bolívia. Habita as matas de terra firme e mais raramente no campo e nas capoeiras, onde os indivíduos são relativamente menores.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Jatobá, jutaí-açú, cataquí-iamani, j. grande, jataí, jataizinho, jataí-açú, jataíba, jataí grande, jataí-peba, jataí-uva, Jatioba, jatobá de anta, j. de porco, j. roxo, j. trapuca, j. verdadei-ro, jatubá, ju-taí café, j. mirim, j. pororoca, j. roxo, yatayba, árvore copal, copal, c. americano, c. do Brasil, courbaril.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

Árvore de grande porte, alcançando até 25 metros de altura, tronco grosso, de 1,0 m de diâmetro, reto, cilíndrico, casca acinzentada, lisa, exudando resina.

Copa frondosa. Folhas alternas, compostas, 2-folioladas; folíolos mais ou menos falciformes, glabros, lustrosos, base assimétrica, ápice acuminado e margem integra com pequenas glândulas translúcidas. Inflorescên-cia em cimeiras terminais curtas, com flores brancas ou avermelhadas. Fruto, vagem indeiscente, espessa, lenhosa, um pouco comprida ou achatada, castanho-avermelhada, contendo 2-4 (6) sementes envolvidas numa polpa amarelo-pálido, adocicada, farinácea, comestível.

Leu & Langenhelm (1975) reconheceram na espécie, 5 variedades, das quais a var. courbaril é a de distribuição mais ampla. Na Amazônia, além desta ocorre ainda a var. subs.ssilis. As outras são: altlesima (Rio de Janeiro), Iongllolla (Bahia), e estibocarpa (Goiás, Bahia, São Paulo e Paraná).

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira muito pesada (0,80 a 1,00 g/cm3); alburno bege, bem distinto do cerne avermelhodo a castanho avermelhado, às vezes com manchas escuras; grã direita a irregular; textu-ra média a grosseira; cheiro e gosto imperceptíveis. Segundo a literatura é fácil de serrar, moderadamente difícil de aplainar e difícil de pregar e aparafusar. Apresenta comportamento bom na confecção de peças torneadas, recebendo acabamen-to agradável. É altamente resistente a cupins e moderadamente resistente a fungos.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

Poros visíveis a olho nu, poucos, médios e grandes, solitários e múltiplos de 2 e 3; vazios ou obstruídos. Linhas vasculares bem distintas, longas, retilíneas, de conteúdo escuro. Raios numerosos, notados a olho desarmado; no plano tangencial são baixos, dispostos de maneira irregular. Parênquima axial visto mesmo sem auxílio de lente, paratraqueal aliforme e também em linhas marginais. Ca-madas de crescimento demar-cadas pelo parênquima marginal.

PRINCIPAIS USOS

Construção civil, carroçaria, postes, to-néis, ebanisteria, dormentes, móveis finos, laminados, esteios, tacos para assoalhos, tanoaria, vigamentos, bengalas, cabos ferra-mentas, arcos de instrumentos musicais, estacas e construção de pianos. marcenaria e acabamento, carpintaria em geral, compensados e faqueados decorativos.

Fonte: www.conhecendoamadeira.co

07.03.14

Araticum

por Laise Carvalho

Araticum

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Espécie do Cerrado

O araticum (nome científico Annona coriacea) é uma planta característica doCerrado. Ocorre, normalmente, em áreas secas e arenosas. Chega a alcançar entre quatro e oito metros de altura. De crescimento lento, costuma frutificar quando chega aos dois metros.

Araticum: fruto (Foto: DoDesign-s)
Araticum: fruto (Foto: DoDesign-s)

Tem um fruto bastante conhecido e muito apreciado. Dependendo da região, leva o nome de pinha, ata, marolo, condessa, bruto, cabeça-de-negro, entre outros. O nome araticum é derivado do tupi e significa “árvore rija e dura, fruto do céu, saboroso, ou ainda fruto mole”, visto que sua polpa é branca, viscosa e mole quando maduro.

Quando chega a este ponto, costuma cair dos galhos e pode ser coletada do chão. A fruta é coberta por uma casca marrom, bem grossa, e contém inúmeras sementes pretas e lisas presas à polpa. É consumida ao natural, mas a polpa é muito utilizada também para sucos, sorvetes e doces.

Araticum: árvore (Foto: Acervo ISPN)Araticum: árvore (Foto: Acervo ISPN)

Uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e da Universidade Católica de Goiás (UCG) observou que o araticum possui antioxidantes e ajuda na prevenção de doenças degenerativas. Os povos da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, fazem uso desta planta para combater reumatismo, úlcera e até câncer de pele.

Araticum

FONTE:http://www.cerratinga.org.br/


05.11.13

I ECOA cerrado- Encontro da comunidade do alimento do Cerrado (06 a 09/11/2013)

por Laise Carvalho

O Evento

A cada dois anos acontece, na Itália, o Terra Madre, encontro internacional da rede Slow Food. No Brasil, já foram realizados dois Terra Madre, ambos em Brasília. A segunda edição brasileira foi de 19 a 22 de março de 2010, no Complexo Cultural da FUNARTE. O evento foi realizado pelo Slow Food com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Territorial do Ministério do Desenvolvimento Agrário, do FIDA (Fundo Internacional do Desenvolvimento Agrícola) e da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura.

Participaram do encontro 550 convidados representantes da rede do Terra Madre no Brasil. Durante os quatro dias do evento aconteceram atividades práticas e de discussão como oficinas da terra (workshops), seminários, debates e conferências,  oficinas do gosto, feira e exposição de produtos da agricultura familiar e do “artesanato culinário”.

A proposta do Slow Food Cerrado para 2013 é realizar um evento nos mesmos moldes do Terra Madre, voltado para produtores, empreendedores, agricultores, chefs, educadores, jovens e ativistas que estão inseridos no bioma Cerrado.

Criado para aproximar o pequeno produtor da consumidor final, o ECoA tem por objetivo chamar a atenção de produtores, consumidores, estudantes, pesquisadores, chefs e a sociedade em geral para as questões que envolvem o cerrado eo seu uso sustentável, alimentar e agroecológico. Afim de integrar os conhecimentos das comunidades do alimento como populações tradicionais e extrativistas e a comunidade academica cientifica!
Confira a programação
http://ecoacerrado.blogspot.com.br/p/programacao.html
Bem vindos !!!
A Central do Cerrado apoia a iniciativa!!!!

11.07.13

Mangaba

por Laise Carvalho

Divisão: Magnoliophyta (Angiospermae)

Classe: Magnoliopdida (Dicotiledonae)

Ordem: Gentianales

Família: Apocynaceae

Nome Científico: Hancornia speciosa

Nomes Populares: Mangaba, mangabeira, mangabiba, mangaíba, mangaiba-uva, mangabeira-de-minas.

Ocorrência: Cerrado e caatinga, tabuleiros arenosos e chapadas.

Distribuição: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, São Paulo, Tocantins (Almeida et al., 1998).

A mangaba só deve ser consumida quando madura pois, antes disso, pode até mesmo causar problemas de saúde para quem a consumir. Os frutos não devem ser retirados da árvore, mesmo que, aparentemente estejam maduros. Devemos aguardar que, após amadurecerem, caiam no chão para que possam ser colhidos. Para que possamos consumí-los, entretanto, devemos aguardar 24 horas. Nesta fase, a fruta está amarelada e apresenta manchas vermelhas (www.ruralnews.com.br/agricultura/frutas/mangaba).

Atualmente, a sua exploração ainda é feita de modo extrativista devido ao fato da cultura continuar sendo mantida no seu habitat natural. A planta produz frutos aromáticos, saborosos e nutritivos, com ampla aceitação de mercado, tanto para o consumo in natura quanto para a indústria de doce, sorvete, suco, licor, vinho e vinagre.

Mangaba

Detalhe árvore, ramos e folhas

Mangaba

Ramos e fruto

O potencial para o aproveitamento da mangabeira inteira é muito bom, apesar de que apenas os frutos apresentam um valor comercial significativo. Do tronco, podemos extrair o látex, substituto do látex da seringueira, mas com qualidade um pouco inferior (www.ruralnews.com.br/agricultura/frutas/mangaba).

A madeira é empregada apenas para caixotaria e para lenha e carvão (www.clubedasemente.org.br). Na medicina popular, o chá da folha é usado para cólica menstrual (Rizzo et al., 1990 apud Almeida et al., 1998) e o decocto da raiz é usado junto com o quiabinho (Manihot tripartita) para tratar luxações e hipertensão (Hirschmann e Arias, 1990 apud Almeida et al., 1998). A árvore é melífera e ornamental.

A mangaba é uma fruta rica em diversos elementos e em sua composição encontramos as vitaminas A, B1, B2 e C, além de ferro, fósforo, cálcio e proteínas. O valor energético, em cada 100g de fruta, é de 43 calorias (www.ruralnews.com.br). No quadro abaixo as propriedades nutritivas da mangaba.

Jerivá – Syagrus romanzoffiana

por Laise Carvalho

  •  Syagrus romanzoffiana, Baba-de-boi, Coco-de-babão, Coco-de-cachorro, Coco-de-catarro, Coqueiro, Coqueiro-gerivá, Coquinho, Coquinho-de-cachorro, Gerivá, Jeribá, Jerivá, Palmeira-jerivá
  • Nome Científico: Syagrus romanzoffiana
  • Sinonímia: Arecastrum romanzoffianum, Cocos romanzoffiana, Cocus plumosa, Cocos acrocomoides, Cocos arechavaletana, Cocos australis, Cocos datil, Cocos romanzoffiana, Cocos martiana

Seu estipe é elegante e único, alcançando de 8 a 15 metros de altura e podendo chegar a 60 cm de diâmetro. As folhas são longas, com 2 a 4 metros de comprimento, arqueadas, pendentes, pinadas e com numerosos folíolos.

As inflorescências surgem o ano todo, em cacho pendente, grande, ramificado, com pequenas flores de cor amarelo creme.

O fruto é do tipo drupa, de cor amarela ou alaranjada, de formato globoso a ovóide, com polpa fibrosa, suculenta e doce.

Cada fruto contém uma única semente, como um minúsculo coco, de sabor amendoado. Tanto os frutos, como as sementes dos jerivás são comestíveis. Também produz palmito.

No paisagismo, os jerivás podem ser utilizados isolados, em grupos ou renques.

Seu ar imponente e majestoso ajuda a criar projetos de jardins sofisticados a um custo não tão elevado, se comparado a outras palmeiras. Da mesma forma, seu jeitão tropical é perfeito para jardins descontraídos à beira-mar ou em sítios. O jerivá também é muito atrativo para a fauna silvestre. As inflorescências são visitadas por abelhas diversas e os frutos são avidamente devorados por maritacas, papagaios, caturritas e esquilos.

No seu ambiente natural, atrai também cachorros-do-mato e raposas.

Deve ser cultivado sob sol pleno ou meia sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente.

Quando jovem, esta palmeira aprecia o sombreamento parcial. Tolera bem o frio e o calor, adaptando-se a uma ampla variedade climática, no entanto, aprecia a umidade tropical. Resiste muito bem ao transplante, mesmo os indivíduos adultos. Multiplica-se por sementes postas a germinar em recipientes com substrato arenoso, mantido úmido. Semear na primavera e verão, logo após a colheita e despolpa dos frutos quase maduros.

A germinação ocorre após 2 a 5 meses.

Gueroba

por Laise Carvalho

Gueroba (Syagrus oleracea Becc.)

Palmeira Gueroba
Palmeira Gueroba

Gueroba (Syagrus oleracea Becc.) é uma palmeira nativa do bioma Cerrado, e de suas amêndoas é extraído um óleo de fragrância delicada e de fácil absorção,

que atua como excelente hidratante da pele e dos cabelos, por possuir propriedades emolientes, antioxidantes e nutrientes.

Em sua composição encontramos os ácidos graxos essenciais oléico e linoléico que têm propriedades nutritivas, favorecendo a firmeza e elasticidade da pele.

Coco da GuerobaCoco da Gueroba

O ácido graxo mirístico é responsável pela capacidade detergente do óleo de Gueroba, na formação de espumas em sabonetes. Este ácido graxo também confere ao óleo de gueroba propriedades emolientes e umectantes,

o que proporciona consistência e um toque aveludado em loções hidratantes.

Castanha do coco da guerobaCastanha do coco da gueroba

Outro importante componente do óleo de Gueroba é o ácido graxo láurico que penetra com extrema rapidez pelos poros da pele, f

acilitando a absorção do óleo, assim como dos outros ingredientes ativos contidos nosfitocosméticos da Pacari.

Extração a frio do óleo da guerobaExtração a frio do óleo da gueroba

O óleo de Gueroba é extraído a frio em uma agroindústria comunitária, gestada por mulheres, situada na cidade de Buriti de Goiás (GO).

Os cocos da gueroba, matéria-prima para a extração do óleo, são coletados de forma sustentável por agricultores e extrativistas da região da Serra Dourada.

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