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02.04.08

Baru - Dpyteryx alata Vog.

por admin

Nomes populares: Castanha de baru, cumbaru, cumaru, castanha de burro, viagra do cerrado, coco barata, coco feijão. Nome científico: Dipteryx alata Vog

Ocorrência

Ocorrre nas matas e cerrados do Brasil Central, envolvendo terras dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Bahia, Piauí, Maranhão e Distrito Federal.

Aspectos botânicos e ecológicos

barueiro

Leguminosa arbórea da família Fabaceae.

Árvore de grande porte chegando a medir 25 metros de altura, podendo atingir 70 cm de diâmetro com vida útil em torno de 60 anos.

O baru está ameaçado de extinção em função da procura pela madeira e pelo nível de desmatamento do Cerrado.

Ocorre corte indiscriminado do baru para fabricação de carvão vegetal, instalação de cercas (moirões), indústria moveleira, construção civil, entre outros usos.

O baru é encontrado em terras férteis e seus ecossistemas de ocorrência têm sido massivamente desmatado em função do avanço da fronteira agropecuária sobre o Cerrado.

Agroextrativista coletando baru

Crescimento rápido sendo importante para fixação de carbono da atmosfera.

Tem sua primeira frutificação com cerca de 6 anos, sendo este período bastante variado em função das condições de solo e água.

Possui safra intermitente com variações bruscas de intensidade de produção de frutos de um ano para o outro. Para efeitos práticos, relacionado a utilização comercial, produz uma safra boa a cada 2 anos.

Uma árvore adulta produz cerca de 150 kg de fruto por safra boa. Possui apenas uma semente por fruto, do qual pode se aproveitar a polpa, endocarpo e semente (amêndoa).

O tamanho do fruto varia muito de região por região, bem como em função das condições de solo, água e genética da planta. Em média o fruto pesa 25g, sendo 30% polpa, 65% endocarpo lenhoso e 5% semente.

Despolpa do Baru

A polpa do baru constitui importante fonte de alimento para a fauna nativa (pequenos mamíferos, roedores, pássaros, morcego, etc) e para o gado que se alimentam roendo a polpa da fruta na época da safra.

A época da floração e frutificação varia de acordo com a região, sendo que a colheita geralmente é feita após o pico de queda dos frutos maduros.

Calendário de Frutificação

calendario_frutificacao

Galeria de Imagens do Baru

Flor do BaruFrutos do BaruJóias confeccionadas com o Baru

castanha de Baru do CenescBaru quebrado com amêndoa

Aplicações do baru

  • Alimentação humana
  • Alimentação animal
  • Medicina
  • Indústria cosmética
  • Artesanato
  • Combustível
  • Indústria madereira/moveleira
  • Construção civil/rural
  • Adubação natural (leguminosa)
  • Moirão vivo

Produtos e subprodutos do baru e respectivos uso
Parte do fruto Produto/sub-produto Usos
Polpa Polpa in natura Alimentação animal
Alimentação humana
Medicinal/farmacêutico
Polpa desidratada Alimentação animal
Alimentação humana
Medicinal/farmacêutico
Farinha Alimentação humana
Álcool/Cachaça Consumo humano
Medicinal/farmacêutico
Cosmético
Industrial
Resíduos Agrícola (adubo orgânico)
Amêndoa Amêndoa crua Alimentação animal
Alimentação humana
Medicinal/farmacêutico
Agrícola (produção mudas)
Amêndoa torrada

Alimentação humana

Farinha Alimentação humana
Leite Alimentação humana
Óleo Alimentação humana
Medicinal/farmacêutico
Cosmético
Industrial
Torta

Alimentação humana
Medicinal/farmacêutico
Cosmético
Industrial
Pasta/manteiga Alimentação humana
Endocarpo lenhoso Carvão Combustível
Ácido Pirolenhoso e alcatrão Industrial
Endocarpo lenhoso Artesanato

Qualidade nutricional da amêndoa

Informações Nutricionais
Componente g /100g
Proteína 23,9
Gorduras totais 38,2
Gorduras saturadas 7,18
Gorduras insaturadas 31,02
Fibras totais 13,4
Carboidratos 15,8

Tabela de Minerais
Minerais mg/100g
Cálcio 140
Potássio 827
Fósforo 358
Magnésio 178
Cobre 1,45
Ferro 4,24
Manganês 4,9
Zinco 4,1

Calorias 502 kcal/100g

Fonte:
Takemoto, E. et al. Composição química da semente e do óleo de baru (Dipteryx alata Vog.) nativo do Município de Pirenópolis, Estado de Goiás. Rev. Inst. Adolfo Lutz, 60(2):113-117, 2001.

6 Comentários Adicione seu comentário

  • 1. Miriam-Ms  |  08.04.08 às 11:56

    Excelente as informações sobre o Baru, gostei muito, como me deu outras orientações.
    Miriam-Ms

  • 2. Michel Becheleni  |  09.04.08 às 14:24

    “… no inverno dá Baru… no verão dá Pequi…”

  • 3. BONIVALDO PEDRO SILVA  |  30.04.08 às 14:55

    Sou especialista em educação ambiental e estou desenvolvendo um trabalho sobre baru, buriti e jatobá. Gostaria de receber informações, boletins, desta conceituada entidade.

  • 4. Helder Evangelista Freire  |  27.05.08 às 19:45

    sou extensionista da emater/pintopolis e a riqueza da região é o cerrado, gostaria de receber mais informações sobre opções de extrativismo consciente, pois estamos(associação pa nova nazaré) para inaugurar uma fabrica de doces e poupa de frutas do cerrado e precisamos de ajuda para que o projeto dê certo, obrigado, helder/emater/Pintópolis-MG.
    *capacitação
    *mercado
    *produção
    *

  • 5. Hiliara de Oliveira Nascimento  |  18.06.08 às 11:00

    Sou estudante de Engenharia de Produção Agroindustrial e estou desenvolvendo um projeto da discipla Projeto do Produto, necessito de informações sobre fornecedores de polpas de baru. Caso exista essa informação, ficarei imensamente em receber a relação de fornecedores.

  • 6. ULISSES CARVALHO RODRIGUES  |  18.06.08 às 21:15

    Gostaria de informações sobre o mercado para a castanha do Baru. Onde comercializr? Qual o preço de mercado da castanha? O mercado é promissor?

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