Central do Cerrado – Produtos Ecossociais

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20.11.08

V Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária

por admin

A Central do Cerrado estará expondo e comercializando seus produtos na V Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária que acontecerá de 26 a 30 de novembro no Espaço Marina da Glória/Parque do Flamengo no Rio de Janeiro.

V Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária

A convite do MDA, promotor do evento estarão representados cerca de 15 empreendimentos da Central do Cerrado que juntamente com a Bodega da Caatinga, outra articulação de empreendimentos comunitários, estarão compondo a Praça da Biodiversidade do evento.

Alem do estande na Praça da Biodiversidade a Central do Cerrado terá uma ilha de alimentação, onde através do Grupo de Mulheres Sabor do Cerrado, os visitantes poderão experimentar deliciosos quitutes da culinária regional produzidos com produtos dos diversos empreendimentos da Central do Cerrado.

Informações adicionais e a programação da V Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária podem ser encontradas no seguinte site: feira.mda.gov.br

20.10.08

Terra Madre e Salone del Gusto

por admin

À convite do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Fundação Slow Food para Biodiversidade, a Central do Cerrado participará do Terra Madre 2008 do Salone del Gusto na Itália.

terramadre_salonedelgusto

Ambos eventos terão uma importante presença do Brasil. São 51 comunidades do alimento brasileiras (agricultores, criadores, pescadores e produtores artesanais de alimentos), 13 chefs de cozinha, 13 representantes de universidades e 15 estudantes do Movimento Jovem pelo Alimento (Youth Food Movement).

O Terra Madre – Encontro Mundial das Comunidades dos Alimentos Tradicionais é um fórum de debates que reúne as comunidades do alimento, chefes de cozinha, docentes e jovens provenientes de todo o mundo empenhados em trabalhar para promover uma produção alimentar local, sustentável e respeitosa dos métodos herdados e consolidados no tempo.

As seguintes organizações da Central do Cerrado representarão as comunidades dos seguintes alimentos no Terra Madre:

  • Fortaleza do Baru (CENESC e Promessa de Futuro)
  • Comunidade do Natmel (AMAVIDA)
  • Grupo Vida e Preservação e Grupo Sabor do Cerrado
  • Comunidade do Baru e Jatobá (CEPPEC)
  • Comunidade do Pequi (COOPERJAP)
  • Comunidade do Babaçu (ASSEMA – COOPALJ, AMTR, AJR e COOPAESP)
  • Comunidades das Fibras Naturais (CEPPEC)
  • Comunidade do Mel (AAPIVAJ, CAV)
  • Merendeira (Cooperativa Grande Sertão)
  • Jovens (Cooperativa Grande Sertão)
  • Pesquisadores (AMAVIDA)

O Salone del Gusto (Salão do Gosto), evento simultâneo ao Terra Madre, é uma feira de alimentos tradicionais para promoção e comercialização dos alimentos quem seguem os principios Slow Food – Bom, Limpo e Justo. O evento acontece desde 1996 e espera-se para dedição de 2008 a visita de 120.000 pessoas.

A Central do Cerrado estará expondo os produtos de suas organizações no Salone del Gusto no estande do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), no sentido de promover os produtos do Cerrado para o mercado internacional, bem como as tradições e cultura ligadas a ecogastronomia do Cerrado.

Saiba mais sobre os eventos em:
www.terramadre.info
www.salonedelgusto.com
www.slowfoodbrasil.com
terramadre.slowfoodbrasil.com

IV ExpoSustentat / BioFach 2008

por admin

Dez organizações comunitárias integrantes da Central do Cerrado participarão da Sala Caatinga Cerrado na IV ExpoSustentat/BioFach para expor e comercializar produtos da SocioBiodiversidade do Cerrado.

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A Sala Caatinga Cerrado é iniciativa entre diversas organizações comunitárias produtivas para qualificação e promoção dos produtos da SocioBiodiversidade em mercados diferenciados. A Sala Caatinga Cerrado tem apoio da Cooperação Técnica Alemã (GTZ), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério da Integração Nacional (MI), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Cia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (CODEVASF), Serviço Técnico Social Alemão (DED), Fundação Konrad Adenauer (KAS), Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES) e (AGHENDA).

Visite a Sala Caatinga Cerrado e conheça seguintes organizações da Central do Cerrado e seus produtos:

  • UBCM – Associação Comunitária dos Pequenos Produtores de Riacho D’anta e Adjacências
  • AAPIVAJE – Associação dos Apicultores do Vale do Jequitinhonha – MG
  • COOPERJAP – Cooperativa dos Proutores Rurais e Catadores de Pequi – MG
  • AMAVIDA – Associação Maranhense para a Conservação da Natureza – MA
  • Associação PACARI – GO
  • ADCC – Associação de Desenvolvimento Comunitário de Caxambú – GO
  • ACAPPM – Associação Comunitária dos Artesãos e Pequenos Produtores de Mateiros – TO
  • Associação Capim Dourado da Mumbuca – TO
  • Associação Comunitária de artesãs de Capim Dourado do Prata – TO
  • ASSEMA – Associação em Áreas de Assentamento do Estado do Maranhão – MA

Saiba mais e veja a lista completa dos empreendimentos expositores da Sala Caatinga Cerrado nos sites: www.caatingacerrado.org.br e www.nordestecerrado.com.br

Informações sobre o evento:
Local: Transamérica Expo Center
Endereço: Av. Dr. Mario Villas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro – São Paulo-SP
Data: 23, 24 e 25 de outubro
Horário: das 11:00 as 20:00

Saiba mais sobre a ExpoSustentat/Biofach.

10.10.08

Frutos do Cerrado no Globo Repórter

por admin

Matéria sobre Frutos do Cerrado veiculado no Globo Repórter de 10 de outubro de 2008.

Frutas do Cerrado são poucos conhecidas

Em pleno Planalto Central, a população desconhece as frutas do cerrado, cujas propriedades são estudadas na UnB. Veja receitas saudáveis com frutos de todas as regiões do Brasil.

09.10.08

Filme Projeto Abelhas Nativas

por admin

At The Brazilian Savannah - Projeto Meliponicultura como Prática para o Uso Sustentável do Cerrado.

Projeto desenvolvido pela Ong Associação Maranhense para a Conservação da Natureza (Amavida)

09.04.08

Pequi – Caryocar brasiliense Camb.

por admin

Nomes populares: pequi, piqui, grão-de-cavalo, amêndoa-de-espinho, piquiá-bravo, pequiá, pequiá-pedra, pequerim, suari e piquiá. Nome científico: Caryocar brasiliense Camb.

Pequizeiro jovem com frutos

O pequizeiro é uma planta típica do Cerrado, que consiste num bioma de grande variedade de sistemas ecológicos, tipos de solo, clima, relevo e altitude, e com uma vegetação caracterizada por coberturas rasteiras, arbustos, árvores esparsas e tortuosas, de casca grossa, folhas largas e raízes profundas, formando desde paisagens campestres a florestas.

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Com uma vida útil estimada de aproximadamente 50 anos, o pequizeiro atinge até 10 m de altura. Sua fase reprodutiva inicia-se a partir do oitavo ano, com floração ocorrendo normalmente entre os meses de setembro a novembro.

A frutificação acontece de outubro a fevereiro, produzindo frutos por 20 a 40 dias em média, com produção variável podendo chegar a 1000 frutos por pé.

Calendário de Frutificação

calendario-frutificação-pequi

O fruto do pequizeiro apresenta gosto inconfundível tendo seu nome ligado às suas características botânicas, e etimologicamente ligado à língua tupi: py = casca e qui = espinho (Simões, 2005).

Contém normalmente entre 1 a 4 caroços, cientificamente chamados de putâmens. No Norte de Minas Gerais já foram encontrados frutos contendo até 7 caroços.

O caroço é composto por um endocarpo lenhoso com inúmeros espinhos, contendo internamente a semente, ou castanha, e envolto por uma polpa de coloração amarela intensa, carnosa e com alto teor de óleo.

Pequis no péPequi com caroçosAnatomia de um caroço de pequi

Características Físicas do Pequi
Parâmetros média
Peso por fruto (g) 76,41
Peso de caroço por fruto (g) 30,75
Peso de polpa por fruto (g) 7,41
Peso das sementes por fruto (g) 22,87
Diâmetro longitudinal (mm) 32,17
Diâmetro equatorial (mm) 41,16
Rendimento de polpa (%) 8,98
Rendimento de caroço (%) 28,81
Rendimento em casca (%) 61,66

Características Químicas da polpa do Pequi
Parâmetros Quantidade por porção de 100 g de polpa
Umidade (%) 50,61
Proteinas (%) 4,97
Gordura (%) 21,76
Cinza (%) 1,1
Fibra (%) 12,61
Carboidratos (%) 8,95
Calorias Kcal/100g 251,47
Cálcio (mg/100g) 0,1
Fósforo (mg/100g) 0,1
Sódio (mg/100g) 9,17
Vitamina C (mg/100g) 103,15

Fonte:
Relatório Institucional – Núcleo de Ciências Agrárias, Universidade Federal de Minas Gerais, Montes Claros, 2003.

Uma das maiores virtudes do Cerrado brasileiro é a diversidade biológica deste bioma, representado por uma série de espécies vegetais que produzem frutos utilizados na alimentação humana, podendo-se destacar o pequi. Espécies medicinais e outras plantas úteis vêm sendo largamente utilizadas no cotidiano da população local, constituindo uma reserva farmacológica, nutricional e utilitária de riqueza inigualável para os povos das regiões ocupadas pelo Cerrado (Simões, 2005).

Assim como numerosos e exuberantes estames em sua flor, múltiplos são as formas de uso e significado do pequi para esses povos.

Elemento de base da cultura alimentar de várias regiões brasileiras, o fruto do pequi, compõe receitas tradicionais, como o Arroz com Pequi, Galinhada, alguns doces, licores, sorvetes, caracterizando fortemente, junto a outras especiarias, o bouquet de sabores das culinárias regionais aonde ele se encontra.

Popularmente, seu uso fitoterápico é apontado em diversos tratamentos, pelo uso do seu óleo, flores e folhas.

Extrativismo

Ao associar a coleta do pequi a uma atividade produtiva em cadeia, com expansão do consumo além do uso próprio ou familiar, origina-se também um problema de desequilíbrio ecológico, principalmente relacionado ao ciclo de reprodução do pequizeiro e dos ecossistemas circunvizinhos à planta e à área de coleta.

O pequizeiro, gera seus frutos – e conseqüentemente suas sementes – em número suficiente e necessário para que suas características genéticas sejam prospectadas naturalmente em seu meio, e aonde mais essas sementes alcançarem.

A coleta indiscriminada dos frutos, sem controle da quantidade coletada, ou da forma como isso é feito, afeta diretamente a produtividade e a diversidade natural da população de pequizeiros presentes numa certa região, além de prejudicar a relação destas árvores com insetos, animais maiores, plantas, e outras formas de vida que com as quais elas interagem diretamente, causando um desequilíbrio ambiental em maior escala.

Algumas recomendações de boas práticas de coleta do pequi são:

  • Não derrubar o fruto da árvore, muito menos utilizar varas ou qualquer outro instrumento para isso;
  • Coletar somente os frutos caídos naturalmente. Estes, sim, estão no ponto de consumo;
  • Não devastar a cobertura vegetal debaixo e ao redor da planta; existem outros seres em convivência natural com ela, que dependem dessa cobertura;
  • Coletar frutos sadios, e deixar os frutos rachados ou abertos como reserva natural, para reprodução da planta e alimentação animal; se houver somente frutos sadios, deixe assim mesmo uma certa quantidade de reserva. A recompensa futura será muito maior;
  • Somente leve os frutos. Não deixe nada que não pertença ao ambiente, como sacos plásticos não utilizados e outros tipos de lixo.

USO E APROVEITAMENTO AGROINDUSTRIAL DO PEQUI

Não obstante os problemas causados pelo extrativismo descontrolado, o avanço da fronteira agrícola no Cerrado, sob a forma de expansão de grandes lavouras monoculturais, como a soja, e a instalação, sobretudo no cerrado mineiro e baiano, de fazendas de reflorestamento de eucalipto, têm sido, numa escala escandalosamente maior, as principais ameaças ao estoque natural do pequizeiro e a toda a biodiversidade do bioma, sua água, seu solo e os povos que dele sobrevivem.

O aproveitamento do pequi sob a forma de seu processamento agroindustrial tem aberto perspectivas cada vez mais amplas e promissoras de atividade e agregação de renda por parte de agricultores familiares e extrativistas em regiões distintas do cerrado brasileiro, num esforço contínuo de preservação ambiental associado ao uso racional dos recursos naturais, espelhando as lutas contra os efeitos degradantes citados anteriormente.

Organizados por meio de associações, cooperativas e microempresas, eles têm buscado, com o apoio de organizações civis e de governos, aprimorar estruturas de produção, tecnologias e processos de beneficiamento, com um perfil mais apropriado à sua escala de investimentos, disponibilidade de matéria-prima e outros recursos naturais, e com foco na sustentabilidade ambiental.

Dentre processos tradicionais e novas tecnologias e produtos que se encontram em desenvolvimento no país, a tabela a seguir apresenta alguns usos e aproveitamentos possíveis que se podem dar ao pequi:

aproveitamento_pequi

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